sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O DIA EM QUE NASCEU UM REI!

SÓCRATES O CRAQUE-GÊNIO OU O GÊNIO-CRAQUE?


Após a conquista do campeonato paulista de 1977 a fiel em estado de encanto não imaginava o que viveria com a chegado de um jogador doutor. Carente de um craque após a saída de Rivellino no inicio de 1975 a torcida corinthiana supria esta necessidades com os heróis da quebra do jejum. Palinha ocupava o destaque do time pela técnica apurada, mas atuava como o conjunto: com raça. Sócrates chega e estabelece padrões de jogo diferente formando longo a dupla Sócrates e Palinha. 


A conquista do primeiro turno do campeonato paulista de 1978 foi a mostra da mudança da mesclagem em dose certa da raça e a técnica. O primeiro triunfo foi o campeonato do próximo ano, 1979, batendo novamente o time técnico da Ponte Preta. Para a fiel o voltar a ser campeão acionou a próxima necessidade: a conquista nacional, tanto que o campeonato brasileiro de 1980 iniciou com a expectativa muito grande deste próximo passo que não foi dado. Refletindo diretamente no baixo desempenho do paulista de 1981 que fez com que o Corinthians disputasse a taça de prata em 1982 e com a possibilidade do recurso de se recuperar e voltar no mesmo ano para a taça de ouro, retornou num grupo chamado de "grupo da morte". Terminou em terceiro colocado. Esta recuperação tornou o grupo coeso e estruturado para conquistar o paulista do mesmo ano, e o bi em 1983. 


A conquista do bi campeonato foi fundamental não só para a torcida corinthiana, mas também para todo o povo brasileiro que sedento por direitos lutava contra a ditadura militar. A democracia corinthiana dera certo e incentivava o povo a buscar o mesmo no âmbito nacional. Calou muitos críticos.


Sua saída representou a possibilidade de ter o retorno financeiro para sua estabilidade. Mas deixou muitos sofrendo em vê-lo embora.


Sua passagem pelo Corinthians foi marcante para a História e um pouco dela podemos reviver ou conhecer.



Em 19 de Fevereiro comemoramos seu aniversário, a homenagem prestada a ele é apresentada a seguir:


O vídeo é uma entrevista pela TV Cultura de São Paulo do programa "Grandes momentos do esporte"






REVISTA EMITIDA PELA PLACAR EM 1979. SÓCRATES O CRAQUE, O GÊNIO.































 SÓCRATES NO TIMÃO - ALGUNS CAPÍTULOS DE SUA TRAJETÓRIA GENIAL




24/08/1980 - CORINTHIANS 2X1 AMERICA SP


Após seis partidas fora Sócrates volta e ganha nota 10!











07/07/1980 - CORINTHIANS 2X1 PALMEIRAS

Com dois gols de Sócrates o Corinthians vira o jogo e cala as criticas sobre Brandão



 05/10/1980 - CORINTHIANS 3X0 SANTOS


Timão da show! E quem comanda é Socrates!








10/06/1984 - ULTIMO JOGO: DUBLA DERROTA

Em seu ultimo jogo Sócrates marca, mas não evita a derrota para a seleção da Jamaica por 2X1.
Sua saída colocava em dúvida os rumos que o Corinthians tomaria a partir de então.
Homenagem do Jornal Democracia Corinthiana



Deixem seus recados a esse craque inesquecível, muito obrigado!



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CORINTHIANS 2x0 MOGI MIRIM 17/02/2011

A Superação com a raça

A qualidade do primeiro tempo foi abaixo da grandeza que o Corinthians institui, com a saída por contusão do Chicão o time previu-se ainda mais, o medo de derrota é constante. O time do Mogi pouco ameaçou mas o pensamento de resultado negativo assombra o time corinthiano. Os erros de passes demonstrou a precipitação de busca da tranqüilidade de placar favorável. Desorganizado pouco  produziu. A liderança antes com Chicão foi assumida pelo Alexandro, empenhado a dar conteúdo de vontade e esforço ao time.

O time volta para o segundo tempo um pouco melhor, e com as entradas de Dentinho e Moraes a bola ficou mais rápida. Na força de vontade os jogadores buscavam o gol, Dentinho trouxe a movimentação necessária para quebrar a previsibilidade do ataque corinthiano, e com seu chute de fora da área, o goleiro do Mogi deu rebote e Liedson marca a seu estilo em pura presença de área.

O segundo gol Liedson, graças a sua condição física e velocidade, disputou com o mesmo goleiro do Mogi uma bola atrasada e manteve a média deste paulista no Pacaembú, dois gols, dois a zero Timão. O time precisa se encontrar e o apoio da fiel é fundamental, os jogadores tem demonstrado empenho, independente da fraca atuação da postura do Tite em se retrair e não se organizar. Enquanto a direção, o momento é mais difícil, teremos neste ano a transição de poder e com isso o risco de ficarmos a deriva.

Ontem vimos a lamentável não presença de publico no Tobogã, Andrés agora os tempos são outros, sinta! a fiel está saturada de pagar preços altos nos ingressos, é hora de tornar o Tobogã novamente Geral, pelo menos neste setor, devolver o estádio a seu verdadeiro publico: o povo, ou este tipo de "publico alvo" não é interessante? Se ontem pelo Tobogã fosse cobrado R$20,00 estariam ali pelo menos mais 3.000 corinthianos que não conseguem pagar mais caro o ingresso de Arquibancada. Tenha a consciencia que o Corinthians é o time do povo!


















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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CORINTHIANS 4X0 ITUANO 09/02/2011

Existe um conto de fadas envolvendo uma formiga e uma cigarra, enquanto uma demonstra empenho a outra só canta ou só discursa. 


O discurso ouvido ao termino do campeonato brasileiro foi que não havia problema enfrentar um time na repescagem da libertadores, após um jogo em casa pelo paulista foi ecoado cânticos criticando egoísmo de companheiro (que está afastado), lamentações sobre a surpresa de um time desconhecido e fechado, e por fim as desculpas da derrota criticando a qualidade do gramado.


A formiga até pode falar (e rápido), mas sua eficácia e empenho demonstra sua produtividade em campo, e olha que foi só a reestreia.


O final desta história veremos porque pode conflitar com outra comparação, não mais em relação a contos de fadas, mas sim no aspecto competitivo empresárial.


Dentro de uma empresa existe dois tipos de funcionários (generalizando) a formiga - que trabalha sem alarde e carrega a empresa nas costas. O pavão - que nada faz mas sua presença é notada por todos como altamente produtivo. A miopia do magnata não lhe permite enxergar as formigas e sempre valoriza o pavão colocando a frente da empresa para o mercado vê-lo.




Arquétipos e produtividade a parte espero que a sensatez predomine e o operário seja valorizado, mas não por estratégia de marketing para apaziguar os animos e sim por tradição corinthiana.


Corinthians vence e segue invicto no paulista. A fiel está atenta! Acompanhem as fotos e vídeo do jogo:

LIEDSON ESTÁ CHEGANDO

O GRITO PODERIA SER: "VAMOS JOGAR POR QUEM AMA ESTE TIME!"

A MARCAÇÃO FOI MAIS RÍGIDA CONTRA O ITUANO: VOLTA VONTADE, VOLTA!

NÃO É DIA DE PAGAMENTO NÃO! É O NOVO ATAQUE CORINTHIANO

OPERÁRIOS EM SUA SEÇÃO, POSTOS A EMPENHAR SEU PROFISSIONALISMO

EMPENHO NA MARCAÇÃO, JULIO CESAR NÃO FOI EXIGIDO

FIEL REPRESENTADA: EXIGE O RESPEITO DEVIDO AO CORINTHIANS

DIRETORIA: ESTAMOS ATENTOS

EM NOITE DE COMEMORAÇÃO DE PLACAR ELÁSTICO TIMÃO GOLEIA, NEM TODO MUNDO É TIRADENTES E SÓCRATES E CIA NÃO JOGAM MAIS





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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CORINTHIANS 10X1 TIRADENTES PI 09/02/1983

CORINTHIANS 10X1 TIRADENTES PI -  09/02/1983


Jogo mais que especial não só pela goleada mas também pelo golaço do Wladimir de bicicleta.

Nesta época com a impossibilidade de gravar os jogos o único recurso de manter vivos na memória os gols do Corinthians foi desenhá-los. Com a dificuldade de vê-los pela TV, muitas vezes em única vez. Outro recurso a gravação do áudio. Juntei as duas formas que encontrei na época e fiz esta montagem.

Homenagens não faltam: Em primeiro lugar a herança que proporcionou ser Corinthiano, meu pai que neste dia de semana com todas as dificuldades me levou no Canindé para ver e aplaudir o gol maravilhoso do Wladimir; Osmar Santos narrador deste jogo, ele não só narrava, ele sensibilizava todos que o ouviam, o orgulho por torcer pelo time do povo e por ele exaltado; já citado, Wladimir, o ídolo, o herói, por muito tempo a expectativa da escalação foi Wladimir mais dez, com toda a certeza do mundo ele estaria jogando, foi umas das tantas recordações que tenho deste meu ídolo. Raça, amor a camisa, o símbolo da conquista do povo em estar sendo representado em campo por ele; Sócrates, gênio, comandante deste time que lutava pela camisa que vestiam. Casa Grande que não jogou, e como seria se tivesse jogado?

A gravação do áudio do jogo foi feita no dia subseqüente ao jogo no programa “O Balance” da rádio Excelsior. Muita saudades deste programa que animava as tardes, realizado pela equipe de esporte da Rádio Globo e foi o inicio do programa de hoje do Fausto Silva.

O vídeo com os melhores momentos só pode ser da TV cultura do programa “grandes Momentos do Esporte”. Neste tempo a melhor equipe de esporte da TV brasileira!

O fato interessante foi que no jogo de ida da Taça Brasil de 1983 o Corinthians perdeu para o Tiradentes por 2X1, neste segundo confronto 10X1, enquanto que com o Fortaleza no jogo fora o Corinthians ganhou de 4X1. No jogo de volta contra o Fortaleza a expectativa foi de uma goleada ainda maior que a contra o Tiradentes, mas foi só 3X1 para o Corinthians no mesmo Canindé, mais cheio.


O placar manual do Canindé também foi alvo de grande gozação: Ao fazer o sétimo gol o placar não tinha o numero sete, nem o oito. Só quando foi marcado o nono gol colocaram a placa do seis de ponta cabeça.

Posto imagens da cobertura do Jornal da Tarde deste jogo.




WLADIMIR NA CALÇADA DA FAMA EM HOMENAGEM AO RIVELINO EM 24/07/2010










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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

REVOLTA CORINTHIANA



A analise profunda


Após quase 48 horas do grande vexame em que o Corinhians e seus torcedores passaram a cabeça volta ao lugar, se é que já teve um lugar, e as possibilidades de analise são mais claras e profundas, a vida quase volta ao normal. Dentro de um período de quietude profunda observava um casamento que me fez lembrar de Paulo Galdêncio que generalizava em dividir os membros, ou seja, os seres humanos de um relacionamento em : controlador e controlado, talvez exagero, ou não, pois sempre em algum grau existe este aspecto.


Entenderemos melhor se observarmos o inicio de um novo relacionamento, onde duas partes se unem em perfeito interesse individual e exteriorizado como "em comum". Amor é prometido, junto com fidelidade, empenho de trocas, honestidade, enfim toda estratégia de conquista que pode ser usada pelos indivíduos unidos. Por traz desta estratégia aos poucos aflora o egoísmo manifestado pelo interesse próprio em satisfazer seus objetivos e desejos pessoais. Nesta disputa entre as partes aquele que está mais reforçado, opera estratégicamente pela conquista da outra parte. Os principais motivos deste imenso esforço, por muitas vezes inconsciente e autônomo, é a conquista da aceitação e do apoio incondicional, que é a motivação da continuidade de seus objetivos . Estes dois motivos tem grande valor energético para quem o recebe, mantendo em harmonia a estrutura do conquistador, mesmo este sendo mais forte no aspecto do status que impõem no relacionamento, mas não do conquistado. Exteriorizando segurança, logo estará atraindo para si as atenções da parte que em nome do amor luta para manter a relação de troca.


A medida em que a parte "mal interessada" recebe esta energia e amor seu ego enche-se e este alcança seus objetivos estruturado pelo outra parte, rotulada como conquistada, já que oferece amor e energia com a maior "boa intenção".


O maior risco para este relacionamento é o limite da continua energia despendida da parte que tem no amor o elo de ligação da união. O ideal seria a troca deste sentimento pela partes, mas o mais comum é a descompensação.


O relacionamento finda-se quando o comprometimento não mais ocorre por acomodação, ou mesmo pelo interesse em si próprio, sem atentar-se com a parte que sofre pelo amor investido, que cobra empenho e dedicação com toda potência que o coração lhe permite.


Das duas partes envolvidas, sofre o prejuízo maior após a rompitura do relacionamento aquele que fez de si a peça mais importante da relação, dependente, não se levanta sem o recebimento do amor e parte para a auto-afirmação nas conquistas materiais. E quem tem amor no coração sempre vence porque é com esta força interior que mantemos vivos e confiantes do valor que o amor tem.


Muito resumido este foi a conclusão que cheguei da observação de um relacionamento em crise.




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